Uso de bicicletas cresce, mas máscara é raridade

O trânsito de bicicletas aumentou na pandemia, mas mesmo com o sistema hospitalar próximo ao colapso, o uso de máscara ainda é uma raridade na ciclovia
O trânsito de bicicletas aumentou na pandemia, mas mesmo com o sistema hospitalar próximo ao colapso, o uso de máscara ainda é uma raridade na ciclovia

O trânsito de bicicletas na cidade de São Paulo aumentou durante a pandemia, mas mesmo com o sistema hospitalar da capital próximo ao colapso, o uso de máscara ainda é uma raridade na ciclovia. Dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) mostram que o primeiro trimestre deste ano teve crescimento de 22,8% nas passagens de bicicletas em três das principais vias da cidade. As informações são da revista IstoÉ Dinheiro.

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Dois dos três pontos fixos de contagem da CET apontaram aumento nas passagens de bicicletas: nas avenidas Vergueiro e Gastão Vidigal, o movimento no primeiro trimestre aumentou 115,4% e 29%, respectivamente. A única que apresentou diminuição no mesmo período foi a Faria Lima, de 24%.

De acordo com dados da Farah Service, que administra a Ciclovia Novo Rio Pinheiros, houve “aumento expressivo no fluxo de ciclistas”, que só neste primeiro trimestre já recebeu 230 mil acessos, o equivalente a 60% do total observado em todo o ano passado. Em nota, a empresa afirma que “os controladores de acesso, assim como seguranças e responsáveis, são orientados a solicitar o uso de máscaras” aos usuários, e que a mensagem é reforçada por placas nas entradas.

Mas quem pedala pelas ruas da metrópole relata casos constantes de negligência e desrespeito às normas sanitárias.

O professor brasiliense Yuri Vasquez, 33 anos, conta que, antes da pandemia, pedalar fazia parte de sua rotina diária, quando ele se deslocava de Santa Cecília, onde mora, até Santana, na zona norte, onde trabalhava. Agora, com o home office, Vasquez raramente tem subido na bike para pedalar.

“Apesar de as bicicletas serem mais seguras do ponto de vista da covid-19, por não estarmos em um ônibus lotado e até aumentarmos a nossa resistência física, tenho visto grupos de pedal fazendo passeio noturno e usando a bike como lazer”, conta. “Isso acaba trazendo fator de risco para elas mesmas e para as outras pessoas. É inaceitável.”

O comportamento também é observado por Emiliano Martins, engenheiro de 42 anos que também usava diariamente a bicicleta, mas agora só pedala três vezes por semana. A média de 100 a 200 quilômetros percorridos semanalmente diminuiu e agora está em cerca de 30 quilômetros. A falta de segurança na ciclovia, ele conta, é um dos motivos.

“Não dá nem para passear e correr o risco de ser atropelado porque não tem vaga para atendimento no hospital”, aponta Martins, um dos coordenadores voluntários do programa Bike Anjos, que ensina pessoas a andarem de bicicleta na capital e está suspenso desde o ano passado.

“Infelizmente, quando saio tenho visto gente sem máscara, com ela no queixo ou sem cobrir o nariz. Isso me assusta mesmo, ver tanta gente com o argumento de que é ruim pedalar com máscara. Lógico que é! Mas isso não é desculpa.”

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