Vale por dois

O aumento do IPI para carros importados deixou a Mercedes-Benz entre a cruz e a espada com seu SLK. Os preços das versões 200 e 350 subiram a patamares impraticáveis. A solução foi reduzir a gama e ficar somente com a SLK 250 Sport. Isso por enquanto – no segundo semestre, chega a brutal SLK 55 AMG que avaliamos na edição de dezembro passado (345). A marca pretende vender 400 unidades dos dois modelos até o fim do ano.

Inspirada no superesportivo SLS AMG, essa terceira geração quer fazer bonito diante dos concorrentes Audi TTS (R$ 290.365), BMW Z4 sDrive 23i (R$ 223.562) e Porsche Boxster (R$ 333.915). Bom, estamos em um Mercedes-Benz, sinônimo de luxo e requinte. O clima estava convidativo no dia da avaliação de 350 km no litoral norte de São Paulo. Em 20 segundos o SLK transforma-se de cupê em roadster. Oportunidade para o sistema Air Guide provar sua e ciência, reduzindo a turbulência e o ruído do vento por meio de duas aletas de acrílico atrás das barras protetoras em forma de arco. Além disso, os bancos receberam um tratamento químico que re ete os raios solares, evitando que o assento esquente.

Outra grande atração está sob o capô. O motor 1.8 turbo com injeção direta entrega boas doses de emoção com acelerações vigorosas. É o mesmo motor já usado no Classe C, mas aqui a todo instante é preciso ficar atento ao velocímetro para não exceder o limite da estrada (e do bom-senso!). Em comparação com o SLK 200, a potência subiu de 184 cv para 204 cv e o torque cresceu de 27,5 para 31 kgfm. Acima das 4.000 rpm, ele emite um agradável ronco esportivo. A transmissão automática 7G-Tronic Plus de sete marchas oferece três modos: Sport, que faz as mudanças em giros altos; Economic, que privilegia o consumo; e Manual, com as trocas feitas pelas borboletas no volante. No modo manual, diferentemente do que ocorre em outros modelos, a caixa é obediente e não interfere nas escolhas mais esportivas do piloto.

O interior do SLK é um tanto apertado, mas muito so sticado. O sistema multimídia é um pouco complicado, mas completo. À direita, o botão usado para abrir a capota fica protegido por uma tampa a fim de evitar acidentes

Para abrir a capota rígida, basta apertar um botão e esperar breves 20 segundos. Mas é preciso antes parar totalmente o carro

Nas curvas da serra, a diversão é garantida. O conjunto de suspensões tem acerto rme, mas sem sacri car o conforto dos ocupantes. O motorista pode abusar à vontade, e o SLK as contorna sem titubear – pequenas escapadas de traseira fazem parte da brincadeira. Caso tudo dê errado, há seis airbags (dianteiros, laterais e proteção para o tórax e a cabeça) e o sistema Neck- Pro, de série, que desloca os apoios de cabeça em caso de colisão traseira para minimizar o “efeito chicote”. Outro dispositivo, chamado de Attention Assist, detecta sinais de sonolência do motorista e o alerta para uma breve parada por meio de um sinal sonoro e visual. Para estacionar, o motorista ainda conta com a ajuda do Parktronic, que funciona a até 35 km/h e informa como entrar na vaga. Para completar o pacote de tecnologia, o sistema multimídia Comand Online integra funções de rádio, DVD, telefone e navegador GPS.

Os de fletores de ar ajudam a diminuir o vento quando se circula sem capota em altas velocidades

Mercedes-Benz SLK 250

MOTOR quatro cilindros em linha, 1,8 litro, turbo, injeção direta TRANSMISSÃO automática sequencial, sete marchas, borboletas no volante, tração traseira DIMENSÕES 4,13 m – larg.: 2 m – alt.: 1,30 m ENTRE-EIXOS 2,540 m PORTA-MALAS 225 litros (capota aberta) – 335 litros (capota fechada) PNEUS 225/4 ● GASOLINA POTÊNCIA 204 cv a 5.500 rpm TORQUE 31,6 kgfm a 4.300 rpm VEL. MÁXIMA 243 km/h 0 – 100 KM/H 6,6 segundos CONSUMO não disponível CONSUMO REAL não disponível

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