Valente na terra, ótimo no asfalto

EMISSÃO DE CO2 161 g/km MÉDIA

SUGERIDO/A PARTIR DE R$ 165.000

O Range Rover, primeiro modelo de sucesso da marca Land Rover, é a menina dos olhos da fabricante inglesa. Mas, pelo menos no Brasil, quem dá as cartas é seu irmão menor, o Freelander 2. Mais compacto e – principalmente – mais barato, ele agradou aos consumidores daqui desde que foi lançado, em 2007, e já é responsável por 50% das vendas da marca. Em 2010, foram comercializadas 324 unidades do modelo, contra 243 do Discovery e 85 do Range Rover. Para manter a performance, a linha 2011 do jipão chega com alterações leves, em busca de mais re namento.

Por fora, para-choque dianteiro e grade foram remodelados, assim como o conjunto ótico. As rodas são novas e as maçanetas e os retrovisores agora vêm na cor da carroceria. Internamente, há mais opções de cores e de acabamentos mais nobres, e os bancos podem ter até 14 regulagens elétricas nessa versão top, a HSE. Por R$ 165 mil, ela oferece ar-condicionado digital bizone, bancos em couro, som com controle individual traseiro e fones de ouvido, partida por botão, sensores de estacionamento, faróis bixenônio direcionais, central multimídia com GPS e tela sensível ao toque, rodas aro 19 e teto-solar duplo.

Na dinâmica, nenhuma novidade. No off-road leve, enfrentando buracos, fendas e costelas de vaca, ele se mostra valente, como era de se esperar. Mas a suspensão, um tanto rme, sacri ca os ocupantes. Um defeito? Talvez, mas perfeitamente tolerável considerando que sua estabilidade no asfalto é elogiável para um carro com centro de gravidade alto. Na cidade, comporta-se quase como um carro de passeio.

O motor seis cilindros tem ótimo rendimento e, embora o pico de torque de 32 kgfm chegue só às 3.200 rpm, 80% dele já é aproveitado a partir das 1.400 rotações. Esse torque, aliado ao bom câmbio automático de seis marchas, garante resultado brilhante. Mesmo sendo um carro pesado, o Freelander 2 se move com agilidade, acelerando de zero a 100 km/h em 8,9 segundos e atingindo a máxima de 200 km/h. Só não é mais ágil nas ultrapassagens devido à grande largura da carroceria. O que, aliás, ajuda a garantir espaço interno extremamente amplo.

No console, a quantidade de botões confunde um pouco o motorista, mas as informações de bordo estão bem visíveis no novo painel, limpo e racional. O resto é questão de hábito. Um belo SUV que parte dos R$ 120.500 e, por esse preço, já oferece sete airbags (inclusive de joelho).

 

 

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