Veja como anda a picape Renault Duster Oroch 2.0

Você queria uma picape pequena, mas achou apertada. Já as picapes médias são grandes demais para suas necessidades. Então preste atenção na Renault Duster Oroch, que fica no meio termo. “Esse é um mercado novo para a Renault, um segmento que representa 13%”, diz Gustavo Schmidt, vice-presidente da Renault. Esse número é repartido em 5% para as picapes médias e 8% para as pequenas. A primeira picape da Renault foi apresentada em Balneário Camboriú, uma das praias mais famosas de Santa Catarina.

São três versões: Expression 1.6 (estimada em R$ 63.000), Dynamique 1.6 (estimada em R$ 71.500) e Dynamique 2.0 (estimada em R$ 78.000), todas com tração dianteira e transmissão manual de cinco ou de seis marchas. Futuramente, o modelo será oferecido também com câmbio automático e tração 4×4, mas não haverá opção a diesel. Fabricada em São José dos Pinhais, Paraná, a Duster Oroch tem construção monobloco (as picapes médias têm carroceria sobre chassi) e, como o nome diz, herdou a plataforma do Duster, que foi aprimorada. “O trabalho de engenharia trouxe novas peças, sendo a maior parte estruturais, pois migramos da base de um utilitário esportivo para uma picape”, conta Dimitri Castiglia, gerente de marca da Duster Oroch.

Menor que as picapes médias, a Oroch tem dimensões superiores às das famosas picapinhas. A plataforma possibilitou alongar o carro em 36 cm (são 4,693 m de comprimento contra os 4,329 m do Duster). Para efeito de comparação, a Fiat Strada Adventure Cabine Dupla (líder entre as pequenas) mede 4,471 m. O entre-eixos da Oroch também é 15,5 cm maior, com 2,829 m frente aos 2,674 m do crossover do qual deriva. “O entre-eixos maior também melhorou o balanço do centro de gravidade do veículo”, explica Castiglia.

O acesso ao interior é facilitado pelas quatro portas – as versões cabine dupla da Strada têm três e as da VW Saveiro, duas. Por dentro, a Oroch é idêntica ao Duster, com os mesmos acertos e erros. A posição de dirigir alta agrada, mas a ergonomia peca pela ausência do ajuste de profundidade na coluna de direção e pelos comandos dos retrovisores elétricos localizados abaixo do freio de mão. A central multimídia MediaNav Evolution 2.0, que estreou no Duster 2016, incorpora navegador com informações de trânsito, além de receber atualizações de redes sociais, canais de música, entre outros.

A cabine seduz pela amplitude. Quem viaja no banco traseiro encontra bom espaço para cabeça, ombros e pernas. Ali, o encosto do assento tem 5° de inclinação, o que, segundo o fabricante, foi intencional para privilegiar a capacidade de carga da caçamba, que é de 650 kg ou 683 litros, podendo ser aumentada em mais 300 litros com o extensor de caçamba (semelhante ao da Fiat Strada). Além da plataforma, outra herança do Duster é a suspensão traseira multilink das versões 4×4. Diferentemente do eixo de torção e do feixe de molas, ela garante dirigibilidade precisa com o carro carregado ou vazio. A sensação é de estar ao volante do Duster.

Para aguentar a carga, foram feitos reforços nos braços da suspensão, no sistema de acoplamento e nas molas, além de nova calibragem dos amortecedores. Assim, o conjunto filtra com maciez as imperfeições do piso, com o pudemos observar, sob chuva, nas estradas de Santa Catarina. Tanto na versão 1.6 quanto na 2.0, as rodas aro 16 vestem pneus mistos (80% asfalto e 20% terra). O bloco 2.0 oferece força nos baixos e médios giros, garantindo valentia ao modelo. São necessárias poucas reduções e as retomadas são boas, apesar de a picape pesar 70 kg a mais que o Duster 2.0. A calibração da caixa de direção também é a mesma do crossover.

Já o câmbio teve as relações da quarta e da quinta marchas encurtadas em 4% e 8%, respectivamente, nas versões 1.6, enquanto na configuração 2.0 teve encurtamento de 7% em todas as marchas. Rodando a 120 km/h, o ponteiro do conta-giros marca 3.100 rpm com pouco ruído interno e baixa incidência de vento. E dirigindo de forma comedida, foi possível fazer médias urbanas de 9,2 km/l com gasolina. Os freios são idênticos aos do Duster, com tambores no eixo traseiro, e o sistema de exaustão teve o abafador final trocado.

Para atender a um público maior, a Renault irá disponibilizar três kits (Outsider, Bike e Surf), que poderão acrescentar protetor frontal com faróis auxiliares, capota marítima, cooler 12V na caçamba, suporte para bicicleta e estribos laterais, entre outros. O rack de teto, também oferecido num dos kits, permite acomodar até 80 kg. Com a Duster Oroch, a Renault inaugura um novo segmento, que tem tudo para dar certo entre os brasileiros.

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Ficha técnica:

Renault Duster Oroch Dynamique 2.0

Preço estimado: R$ 78.000
Motor: 4 cilindros em linha, 16V
Cilindrada: 1998 cm3
Combustível: flex
Potência: 143 cv a 5.750 rpm (g) e 148 cv a 5.750 rpm (e)
Torque: 20,2 kgfm a 4.000 rpm (g) e 20,9 kgfm a 4.000 rpm (e)
Câmbio: manual, seis marchas
Tração: dianteira
Direção: hidráulica
Dimensões: 4,693 m (c), 1,821 m (l), 1,695 (a)
Entre-eixos: 2,829 m
Pneus: 215/65 R16
Caçamba: 683 litros ou 650 quilos
Tanque: 50 litros
Peso: 1.346 kg
0-100 km/h: 10s6 (g) e 9s7 (e)
Velocidade máxima: 178 km/h (g) / 186 km/h (e)
Consumo cidade: 9,2 km/l (g) / 6,4 km/l (e)
Consumo estrada: 10,8 km/l (g) / 7,3 km/l (e)
Emissão de CO2: 137 g/km
Nota do Inmetro: C
Classificação na categoria: C (Carga Derivado)

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