Veloster inspirado nas motos

Os artistas que conceberam as linhas arrojadas do novo Hyundai Veloster nos estúdios da R&D Center, centro de pesquisas e desenvolvimento da marca, situado na cidade de Namyang (Coreia do Sul), inspiraram-se nas linhas agressivas de uma superbike para criar o visual agressivo e marcante deste novo lançamento coreano.

A originalidade do design choca sob todos os ângulos, com contorno inusitado, vincos e curvas acentuadas. O carro é polêmico, inclusive pelo fato de possuir três portas (duas menores do lado direito e uma maior do lado esquerdo). A dianteira deixa clara a vocação jovem e esportiva do cupê, e a traseira, provavelmente a parte mais controversa do Veloster, tem desenho arrojadíssimo. Mas, apesar das críticas de alguns consumidores mais puristas, no conjunto, o carro é bem atraente.

Apresentado no Salão de Detroit deste ano, alguns especialistas acharam que o Veloster parecia mais um carro-conceito do que um produto nalizado para a venda. O para-brisa curvo lembra, propositalmente, a viseira de um capacete. O teto, com queda bastante acentuada rumo à traseira, pode, opcionalmente, ser em vidro com possibilidade de abertura. Chamado de teto solar panorâmico, o item proporciona uma visão total do exterior. Trata-se de um dos únicos itens opcionais do modelo que começa a ser vendido aqui. O outro é a roda. As normais, de 17 polegadas, são calçadas com pneus 215/45, mas, pagando R$ 2 mil a mais, o consumidor pode levar rodas de 18 polegadas com pneus 215/40. Apesar da mesma largura dos pneus, as rodas maiores reforçam a aparência musculosa do cupê, que apesar das linhas quase delicadas, passa uma positiva aparência de robustez e movimento constante.

Até que os primeiros carros comecem a ser entregues, o pacote de equipamentos pode mudar. Por hora, a Hyundai só irá oferecer o carro com câmbio automático, airbag duplo e do tipo cortina, ar-condicionado digital, volante em couro e pedaleiras de alumínio. O teto-solar é opcional

A roda aro 18 é um item opcional, que sai por R$ 2 mil. Assim como a cor branca, que custará mais R$ 5 mil ao cliente

Internamente, o cupê da Hyundai acomoda confortavelmente motorista e passageiro nos bancos dianteiros. Por causa da queda acentuada do teto, o espaço reservado às duas pessoas que sentam no banco traseiro é limitado: acomoda bem crianças, mas adultos cam apertados. O acesso dos passageiros de trás é feito pela porta “extra” da direita, do lado da calçada. É uma solução inovadora, mas não pioneira. Uma receita parecida é usada na Kombi, em algumas minivans e no Mini Clubman, que tem uma portinha suicida para auxiliar o embarque e desembarque.

Mas, no Veloster, diferentemente da Volkswagen Kombi e das vans, os passageiros podem descer também pelo lado do motorista. Nesse caso, o encosto do banco dobra como em qualquer carro de duas portas, facilitando o acesso.

De um lado, apenas uma porta de grandes dimensões como em um típico cupê. Do outro, duas menores, a traseira com a maçaneta embutida

No painel de instrumentos, a primeira unanimidade: é muito bonito. Todos que tiveram a oportunidade de vê-lo, ao vivo ou por fotos, concordaram que os designers da marca coreana acertaram em cheio nas linhas internas, tudo bem moderno, acessível e, no caso dos instrumentos, de fácil visualização e leitura.

Na mecânica, uma construção simples e barata: suspensões MacPherson na dianteira e eixo de torção na traseira, com amortecedores a gás e barras estabilizadoras, como a grande maioria de nossos carros. Para o mercado nacional, a transmissão será automática de seis marchas com conversor de torque, enquanto os americanos têm o câmbio com dupla embreagem.

O ESQUEMA MECÂNICO É SIMPLES, PORÉM EFICIENTE: SUSPENSÃO COM MACPHERSON NA DIANTEIRA E EIXO DE TORÇÃO NA TRASEIRA

Embaixo do capô, um motor 1.6 aspirado com injeção direta, bem progressivo e que produz 140 cv a 6.300 rpm. Um motor com entonação esportiva e um alto torque máximo (17 kgfm) que acontece em altos regimes (4.850 rpm), mas, graças ao peso contido do cupê, garante um desempenho brilhante: zero a 100 km/h em 9,8 segundos e máxima de 201 km/h. Percorremos alguns poucos quilômetros com o novo cupê, mas su cientes para poder elogiar também a e ciência dos freios com ABS e EBD e a rapidez e precisão do sistema de direção, que se mostra leve em manobras e preciso em altas velocidades.

Por enquanto, o Veloster terá duas versões. A mais barata custa R$ 68.700. Já a top, com teto panorâmico, sai por R$ 70.400. Opcionalmente o cliente poderá escolher as rodas de 18” já citadas, e a cor branca. Essa última – pasme! – ao custo de R$ 5.000. Fora esse pequeno exagero, o carro tem um preço atraente pelo bom conjunto que oferece.

Hyundai Veloster

MOTOR quatro cilindros em linha, 1,6 litro, 16V, injeção direta TRANSMISSÃO automática, seis marchas, tração dianteira DIMENSÕES comp.: 4,22 m – larg.: 1,79 m – alt.: 1,40 m ENTRE-EIXOS 2,647 m PORTA-MALAS não disponível PNEUS 215/45 R17 PESO 1.255 kg • GASOLINA POTÊNCIA 140 cv a 6.300 rpm TORQUE 17 kgfm a 4.850 rpm VELOCIDADE MÁXIMA 201 km/h 0 – 100 km/h 9,8 segundos CONSUMO não disponível CONSUMO REAL não disponível

OS PRINCIPAIS RIVAIS DO VELOSTER

KIA KOUP

Primo-irmão do modelo da Hyundai, o cupê da Kia tem design mais unânime e motor 2.0 de 156 cv, mas custa mais. Seu preço de tabela ca na casa dos R$ 80 mil

VOLVO C30

O modelo tem motor 2.0 apenas 5 cv mais potente que o 1.6 da Hyundai. A versão manual sai por R$ 80 mil, mas a automática (de cinco marchas e não seis) custa R$ 86.990

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