VEMP, o 4×4 militar da VW brasileira

Protótipo criado para o Exército Brasileiro ficou vários anos esquecido até passar por uma restauração feita pelo próprio fabricante

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VW VEMP (Divulgação)

Começando pelo Type 82 Kubelwagen usado pelas tropas alemãs na Segunda Guerra Mundial, passando pelo VW Type 181/Safari e o mais recente Type 183 Iltis, a presença de utilitários da Volkswagen nos exércitos europeus é tão antiga quanto a própria marca. E no Brasil, quase tivemos um VW militar exclusivo. Conheça a história do VEMP.

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Sigla para “Veículo Militar Protótipo”, o utilitário surgiu nos anos 1970 para atender a uma licitação do Exército Brasileiro para um “veículo todo terreno”, com tração 4×4 e capacidade para puxar até 500 kg de carga. O objetivo era buscar um substituto para os Jeep Willys militarizados, que por aqui recebiam a designação M-520.

No lugar de criar uma versão local do então Type 181 usado pelas forças armadas da então Alemanha Ocidental, a filial brasileira partiu para um projeto local. Usando a construção de carroceria sobre chassi, o VEMP trazia tração traseira, com caixas de redução nas rodas, e rodas dianteiras motrizes acionadas por uma alavanca. Já a suspensão dianteira era composta por barras de torção longitudinais presas diretamente ao chassi. O motor era o mesmo 1.6 a ar usado na época em outros produtos da empresa.

No final das contas, os militares brasileiros abandonaram o projeto de substituir os Willys, que foram modernizados e ficaram em serviço por mais alguns anos. Foram montados apenas dois protótipos do VEMP e o carro das fotos é o único sobrevivente. Depois do cancelamento do projeto, o exemplar acabou sendo descaracterizado e era usado para o transporte de peças dentro da fábrica da VW em São Bernardo do Campo (SP).

Salvo de virar sucata, o protótipo hoje integra o acervo mantido pela montadora alemã (leia mais aqui). Mas o processo de restauração foi trabalhoso. Com poucas informações sobre o VEMP disponíveis, o trabalho de recuperação foi feito tendo como base as fotografias de época.

Atualmente, as únicas concessões feitas no trabalho de recuperação foram a adoção de bancos dianteiros do Fox e da instalação de uma mecânica 1.6 a ar moderna, a mesma que era usada nas últimas Kombi refrigeradas a ar.