A Volks lançou a novíssima geração do Tiguan no Brasil, a terceira, que veio totalmente renovada no design, com motorização atualizada, plataforma aprimorada e várias tecnologias inéditas. Importado do México, custa R$ 300 mil na versão única R Line, que traz elementos visuais esportivos pela carroceria.  

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Por outro lado, a BYD vende o Song Plus Premium, versão mais poderosa do SUV médio-grande PHEV, pelos mesmos R$ 300 mil. Em comum, ambos trazem desempenho afiado, muito conteúdo de série, espaço interno avantajado e tamanho imponente de carroceria. Mas, nesse duelo, quem vence? Para descobrir, vamos à um duelo entre os dois, dividido em algumas rodadas: motorização e desempenho, consumo e autonomia, espaço interno e porta-malas, e itens de série. Vejamos… 

Motorização 

Volkswagen Tiguan R-Line 2026 (foto: divulgação)

Enquanto o Volks aposta numa motorização turbo convencional, o Song Plus Premium é híbrido plug-in, eletrificado. No Tiguan há um 2.0 turbo a gasolina (EA-888), de 272 cv de potência e 35,7 mkgf de torque, aliado a um câmbio automático de oito marchas, que permite aceleração de 0 a 100 km/h em 7,4 segundos. A tração aqui é permanente nas quatro rodas. 

BYD Song Plus Premium – Foto: divulgação

Já o BYD usa um 1.5 turbo a gasolina sob o capô (130 cv e 22,4 mkgf), junto de dois motores elétricos, um acoplado a cada eixo (204 cv no dianteiro e 163 no traseiro), totalizando 324 cv de potência e torque total que supera os 60 mkgf (brutos, somando motores elétricos). Segundo a BYD, ele cumpre a prova de 0 a 100 km/h em apenas 5,2 segundos, então é bem mais rápido que o Volks. Ele também oferece tração integral permanente. 

Consumo e autonomia 

Volkswagen Tiguan R-Line 2026 (foto: divulgação)

Aqui temos uma boa diferença, afinal o Song Premium é híbrido plug-in, tem baterias grandes e consegue rodar até 87 km como elétrico, sem gastar gasolina (ciclo PBEV). No total, a autonomia prometida é de até 960 km (ciclo NEDC), nas melhores condições de uso. Seu tanque é de 57 litros, e as baterias de tração tem 26,6 kWh de capacidade.  

BYD Song Plus Premium - Foto: BYD/divulgação
BYD Song Plus Premium – Foto: BYD/divulgação

Tiguan, convencional na motorização, não usa de nenhum artifício de eletrificação. Seu consumo de combustível, portanto, é de 8,9 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada com gasolina, proporcionando autonomia de 525 km no uso urbano ou 714 km no rodoviário, graças ao tanque de 59 litros de capacidade. 

Espaço interno e porta-malas 

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O Song Plus Premium é maior que o Tiguan, em boa parte das medidas. Falamos de 4,77 m de comprimento (4,70 m no Volks), 1,89 m de largura (1,87 m no Tiguan) e 1,67 m de altura (1,66 m no rival da marca alemã), enquanto a distância entre-eixos do VW é de quase 2,80 m, contra 2,76 m do BYD. Isso significa que, no apanhado, os dois acabam sendo igualmente espaçosos, afinal a distância entre-eixos mais generosa do Tiguan impacta diretamente na folga de espaço para seus ocupantes, especialmente os traseiros. 

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Porta-malas é um assunto complicado para o modelo da Volks, que perde feio para o rival chinês. São nada menos que 574 litros de capacidade declarada no Song Premium, contra não mais que 423 litros do Novo Tiguan. Ambos, em contrapartida, contam com o luxo da tampa traseira com abertura elétrica presencial de série.  

Itens de série

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Estão nos dois os freios a disco nas quatro rodas, conjunto óptico em LED, sensores de chuva e crepuscular, retrovisor interno fotocrômico, controle eletrônico de descidas (HDC), tampa do porta-malas elétrica presencial, bancos dianteiros elétricos e ventilados, comandos de voz nativos, retrovisores externos com rebatimento elétrico e luzes de cortesia, iluminação ambiente em LED personalizável, instrumentação digital, multimídia flutuante, rodas aro 19, teto-solar panorâmico, bancos em couro sintético, seletor de modos de condução, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, e afins. 

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No pacote ADAS de ambos há piloto automático adaptativo (ACC), alerta de colisão frontal, frenagem autônoma de emergência, alerta de saída de faixa ativo, assistente de permanência na faixa, monitores de ponto-cego, alerta de tráfego cruzado traseiro, frenagem autônoma de emergência em manobras, alerta de desembarque seguro e farol alto automático. Airbags? Ambos trazem 6 bolsas cada.  

Volkswagen Tiguan R-Line 2026 (foto: divulgação)

Enquanto isso, nas particularidades, o BYD se destaca pelo sistema de som assinado (Infinity), multimídia maior e rotativa (15,6 pol.), painel de instrumentos maior (12,3 pol.), head-up display, câmera 360º com projeção 3D do carro, compatibilidade com chave digital (NFC) e internet 4G nativa, principalmente. 

BYD Song Plus Premium – Foto: divulgação

Já o Tiguan rebate com outras boas armas. Só ele traz freios a disco ventilado também nas rodas traseiras, ar digital automático de três zonas (duas no BYD), estacionamento semiautônomo Park Assist, bancos dianteiros com memória de posição e massagem, faróis com facho matricial (Matrix), detector de fadiga do condutor, e volante com aquecimento. 

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E aí: Tiguan ou Song Premium?

O Novo Tiguan veio competitivo, sem dúvidas. Pelos mesmos R$ 300 mil do Song Premium, o Volks ainda entrega alguns conteúdos de série exclusivos, coisa que não acontecia até pouco tempo atrás. De fato, se você busca eletrificação e uma performance ainda mais apimentada, o BYD pode ser a melhor pedida. Porém, se o Tiguan te acenar melhor no conjunto de design, motorização e equipamentos, e você não fizer questão de um híbrido, ele pode te servir melhor. O preço é o mesmo, e o que manda são as preferências…

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